Grupo de estudo formado pelos alunos de design de produto da Universidade do Estado de Minas Gerais - UEMG.
Orientador : Heleno Polisseni (professor)
Objetivo : pesquisar temas da atualidade e sua integração ao design, com foco em inovação e criatividade.

Queremos trazer para a discussão novas ideias, debates e assuntos em destaque.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Caso Nike...

Oi gente!
Gostei muito do nosso último encontro!
Voltamos revigorados do feriado e a discussão sobre a Nike (matéria publicada pela Época Negócios n 35, janeiro de 2010) rendeu bastante.
Foi possível começar a entender do que se trata a cultura de inovação buscada por várias empresas atualmente.
No artigo estudado percebemos aspectos que fazem da Nike uma empresa com uma cultura "incrivelmente especial e poderosa", como diz seu CEO Mark Parker.
Tem-se, por exemplo, a mudança de função dos gestores a cada três anos, incentivando uma visão geral do negócio. O conhecimento dos diferentes setores da empresa possibilita uma visão ampla do negócio pelo colaborador e uma maior integração da empresa.
Os funcionários são incentivados a inovar, ainda, pela forte desburocratização existente na empresa, o que dinamiza as decisões tomadas.
Além disso, a empresa cultiva a política de tolerância aos erros, preocupando-se apenas com que o funcionário não cometa o mesmo erro duas vezes. Assim, não existe o medo de arriscar e aumentam as chances de surgirem novos projetos.
É incentivado também o contato com os consumidores, referidos como atletas. Esse tópico me despertou um interesse particular já que escutamos bastante essa afirmação durante as aulas na faculdade. Afinal de contas, devemos estar sempre atentos aos usuários dos produtos que projetamos, verificando suas necessidades antes mesmo do que eles.
Voltando à matéria, destacamos a estratégia do CEO de diminuir a distância entre o topo e a base da empresa, ou seja, entre a direção e as demais áreas, diminuindo a hierarquização. Cuidou ainda de aumentar a autonomia das equipes. Isso possibilitou, além de um maior alinhamento dos objetivos estratégicos da empresa, maior dinamismo, diversidade e ampliação das conexões com o mercado.
Outro aspecto importante da empresa é a existência de um edifício dedicado aos processos de inovação. Ali, além de trabalharem os designers, existe um laboratório de tendências, um centro de pesquisa e desenvolvimento e uma biblioteca e materiais, de onde saiu a maioria das novidades geradas nos últimos anos.
Merece destaque, ainda, a presença de 25 cientistas, dentre eles 8 doutores, trabalhando dentro da empresa em testes, principalmente, de biomecânica e fisiologia do corpo. Daí a diferença dessas empresas de fato inovadoras. Como vimos em encontros anteriores do grupo, no Brasil a maioria dos doutores encontra-se dentro das Universidades enquanto em outros países eles estão pesquisando em empresas. Daí a quantidade incomparável de patentes registradas pelas empresas estrangeiras.
Enfim, a Nike cultiva toda uma atmosfera de inovação, uma das razões de seu sucesso. Mas ainda surgiu uma questão acerca da enorme identificação do negócio com a figura de seu diretor... Como vimos nos encontros anteriores, até que ponto é bom para a empresa tamanha identificação com a figura de seu líder? A exemplo da Apple e da Tata Motors, empresas nas quais percebemos também uma grande dependência de seu principal gestor, o que aconteceria a essas organizações se o líder deixasse seu posto? A matéria estudada mostrou a dificuldade encontrada pelo fundador da Nike para encontrar seu substituto. Após escolher equivocadamente seu sucessor teve que retornar ao posto. Da mesma forma Steve Jobs acabou voltando à direção da Apple após um período afastado. Afinal, o que é melhor para a empresa?      
A Nike é, portanto, um bom exemplo de ambiente propício à inovação, não só em produtos, mas em toda sua gestão.
Esse foi apenas um resumo do que discutimos no grupo, continuamos no próximo encontro.
Aguardem as próximas novidades! Estamos de portas abertas!
Abraços!

  
Juliana

Um comentário:

  1. Ah! Agora sim tirei minhas dúvidas sobre "O que caracteriza um ambiente criativo", porque a empresa Nike é um ótimo exemplo desse ambiente. Não bastas ter produtos somente relacionados ao lazer e conforto dentro dos ambientes propício para inovações, mas principalmente isso tudo lado a lado da tecnologia. Exemplo disso são academias e os laboratórios de teste dentro da própria empresa Nike, para que assim os funcionários estejam todos os dias discutindo sobre os projetos e para que então possa acontecer os tais "processos Eurísticos"!E é por isso que há tanta preocupação com esses ambientes criativos.

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